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A Rota da Seda

A Rota da Seda (丝绸之路) consiste numa série de rotas interconectadas que ligavam o Império Romano, passando por Arábia, Somália, Egipto, Pérsia e Indonésia, até à corte imperial da China em Xi'an.
Durante a Dinastia Han, o imperador Wudi enviou o seu súbdito Zhang Qian para o Norte numa tentativa de criar alianças com outros estados para combater as repetitivas invasões dos Xiongnu. Contudo, a meio do caminho, o enviado foi capturado pelos Xiongnu e foi mantido prisioneiro por 10 anos. Depois de ter escapado, Zhang Qian continou a sua viagem para a Ásia Central de onde ficou a saber da existência de Pérsia, e assim iniciaram as primeiras trocas.

A novidade rapidamente se espalhou até ao Império Romano e a seda passou a ser considerado uma preciosidade muito cobiçada.
Contudo, é na Dinastia Tang que a Rota da Seda atinge o seu auge na segunda metade do século VIII. 30% das trocas da Rota da Seda era composto por seda. A seda passou a valer tanto nessa época, que os romanos compravam-na por peso equivalente em ouro. Isto permitiu a expansão de várias religiões, conhecimentos e ideais.

O declínio da Rota da Seda começa com queda da Dinastia Tang e após a descoberta do caminho marítimo para a Ásia é abandonada definitivamente. E o facto de a Pérsia ter aprendido a produzir seda, a importação diminuiu.
Curiosamente, o nome “Rota da Seda” foi dado pelo geógrafo alemão Baron Ferdinand von Richthofen na segunda metade do século XIX.

Rota da Seda

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