Avançar para o conteúdo principal

De República a República Popular da China

Sun Yat-sen
Após o grande fracasso durante as duas guerras de ópio contra Inglaterra, China encontrava-se devastada em todos os aspectos, sociais, económicos e também político. A queda do sistema feudal era inevitável, o povo havia despertado de um longo sono e tudo indicava para uma revolução.
Sun Yat-sen, fundador do partido nacionalista chinês – Kuomintang – e precursor da Revolução Democrática de 1911 derruba a Dinastia Qing encerrando o período monárquico-feudal que durou mais de 2.000 anos.
Com a proclamação da República em Nanjing a 12 de Fevereiro de 1912, Sun Yat-sen torna-se presidente provisório.
3 Dias depois, Sun Yat-sen renuncia-se a favor do líder militar Yuan Shikai, que governou a China até à sua morte em 1916.

Com a morte de Yuan o país volta a mergulhar-se em conflitos e em 1921 surge em Shangai o Partido Comunista. Nesse mesmo ano Sun é novamente proclamado Presidente da República em Cantão.
O falecimento de Sun em 1925 marca o início da guerra civil, com o Kuomintang de um lado, sob o comando do general Chiang Kai-chek, e do outro, o Partido Comunista, liderado por Mao Tse-tung.
Em 1927, Kuomintang estabelece a capital em Nanjing e de seguida tomam Pequim.
Em 1934, após romperem o cerco no sul, os comunistas e adeptos camponeses, comandados por Mao, empreendem a Longa Marcha desde Jiangxi até Shaanxi (10 000 km) atravessando montanhas geladas e pântanos. Desse exército fazia parte Chou En-lai, o braço direito de Mao, e o jovem oficial Deng Xiaoping. Chegaram em 1935 e apenas um quarto (20 000 dos 100 000) dos caminhantes sobreviveram.
Chiang Kai-chek
Mao Tse-tung
Os japoneses, aproveitando-se da confusão, ocuparam a Manchúria e estabeleceram o estado – fantoche – de Manchukuo em 1932. Oficialmente era Puyi, o último imperador chinês, que detinha o poder, mas era o exército japonês que governava.
Entre 1935-1936, a Mongólia Interior fica sob influência japonesa, e em 1937, Japão invade a China em grande escala. As forças japonesas, melhor equipadas, atacaram Tianjin, Pequim, Shangai e Nanjing. Este último ficou conhecido como o “Massacre de Nanjing” onde morreram mais de 100 000 chineses.

Face à invasão japonesa, os dois partidos foram obrigados a aliarem-se contra a sua vontade. Esta guerra só termina em 1945 quando Japão se rendeu no fim da 2ª Guerra Mundial. Os japoneses são expulsos e o exército soviético ocupa a Manchúria.

Em 1949, Mao Tse-tung o “Grande Timoneiro” é aclamado Presidente da República Popular da China na praça Tianamem a 1 de Outubro.
Para o desfecho da guerra civil, Chou En-lai aconselhou Mao a permitir o embarco pacífico de Chiang Kai-chek e dos restantes nacionalistas para Taiwan, a fim de evitar o massacre final e negociar com os Estados Unidos que ameaçavam intervenir. Em troca, além da não-intervenção, o reconhecimento da República Popular da China por parte dos Estados Unidos e apoio para a entrada nas Nações Unidas (ONU).

Entre 1956 e 1966, foram criadas políticas desastrosas, nomeadamente a “Campanha das Cem Flores”, o “Grande Salto Adiante”, a “Grande Revolução Cultural”, com o objectivo de tornar a China numa potência económica mas que resultaram no descalabro económico com o agravamento das necessidades da população. No ambiente dessas políticas, muitos chineses foram mortos sob a acusação de infidelidade ao partido.

Após a morte de Mao, em 1976, Deng Xiaoping (em 1977, acrescenta aos seus cargos de Vice-Presidente do Partido Comunista Chinês e Chefe do Estado-Maior a função de Vice Primeiro-Ministro) define o desenvolvimento económico como a prioridade do país, estabelecendo a política das 4 modernizações: indústria, ciência e tecnologia, defesa e agricultura.
A aposta do governo na modernização económica teve um notável impacto na economia chinesa, a produção quadruplicou e nos anos 80 a economia crescia a 10% ao ano, o que permitiu à maioria da população uma melhoria significativa da qualidade de vida e uma maior liberdade individual no plano económico, apesar de ainda existir controlo político.
Por outro lado, esta mudança no plano económico também trouxe instabilidades como o aumento do desemprego, subida da criminalidade e corrupção, agravamento das desigualdades sociais, o que levou à repressão feita pelas autoridades em 1989 sobre o movimento pró-democracia na Praça de Tianamem onde milhares de pessoas morreram, ficando conhecido como o “Massacre na Praça da Paz Celestial”.

Para reunificar-se com Taiwan, a China adoptou o modelo de “um país, dois sistemas” e a economia chinesa tem sido regido pelos princípios da economia de mercado com uma progressiva iniciativa privada e a abertura ao comércio externo.

A nível político, o Partido Comunista da China (PCC) continua a liderar China.
Dentro do partido, existe um grupo formado por oito membros conhecidos por “ Os Oito Imortais” ou “Os Oito Grande Oficiais Eminentes” (八大元老), que detinham um poder considerável na década de 80 e 90. Esse grupo é formado por:
• Deng Xiaoping (1904-1997)
• Chen Yun (1905-1995)
• Peng Zhen (1902-1997)
• Yang Shangkun (1907-1998)
• Bo Yibo (1908-2007)
• Li Xiannian (1909-1992)
• Wang Zhen (1908-1993)
• Song Renqiong (1909-2005)

Desses “Oito Imortais”, Li Xiannian e Yang Shangkun foram presidentes da República Popular da China, o primeiro desde 1983 a 1988 e o segundo entre 1988 a 1993.
Jiang Zemin, secretário-geral do PCC, foi presidente da China entre 1993 e 2002.
Actualmente, Hu Jintao, secretário-geral do PCC, é o presidente da República Popular da China e este já é o seu segundo mandato.
Hu Jintao
Saber mais sobre a China:

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Tattoo Oriental - Algumas das mais belas tatuagens orientais

A tatuagem oriental é muito procurada pela riqueza da história dos países orientais e pelos seus significados simbólicos. Tattoo oriental de dragão, tatuagem de samurai, assim como tattoos de espadas e leques são conhecidos  por serem belos desenhos e ótimas escolhas para tatuarem. As tatuagens orientais são muito populares tanto no ocidente como no oriente, e são na maioria trabalhos grandes, geralmente de corpo inteiro, como um painel. Os desenhos tem grandes significados e com temas orientais, os mais comuns são: samurais , gueixas , fénix , tigres, carpas e dragões com diversos tipos de significados. Hoje em dia, as tatuagens orientais viraram grande moda no ocidente, devido as suas formas e cores, a tamanha hierarquia e histórias passadas que elas representam ganharam adeptos em todo o mundo. No passado, as tatuagens são o sinónimo de vândalo, sofreram preconceitos e ainda sofrem, mas algo está mudando, hoje em dia, as tatuagens vão ganhando espaço e o seu ...

Gong Li - A mulher mais bela do oriente

Gong Li, uma linda e encantadora actriz chinesa. Ela ficou conhecida como a "Mulher mais bela do oriente". Saiba mais sobre Gong Li - Biografia Conheça também a Kelly Hu!

Top 10 das coisas mais bizarras que os japoneses já inventaram

Sempre que navego pela net à procura de imagens relacionadas com o Japão, fico surpreendida com algumas coisas que encontro. Por mais fascínio que se tenha pelo Japão não há como negar que há coisas que ainda nos surpreendem. Por isso, seleccionei algumas imagens engraçadas e divertidas que quero compartilhar com vocês. Almofada-namorado para mulheres solitárias Versão masculina Carne feita de fezes humanas Exercitador de boca Anti-rugas Máquina de venda automática de preservativos usados Chiclete B2UP - Uma chiclete que promete aumentar os seios femininos e melhorar seu formato Gelado de carne de cavalo Livro-almofada Robô cozinheiro Manteiga com aplicador Agua diet