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Artes marciais – Uma filosofia ou um estilo de vida?

Encarado, por muitos, como um modo de combate, o seu termo refere-se às artes marciais como a “arte da guerra” ou o “caminho do guerreiro”, remetendo-nos para a cultura greco-romana, onde se encontra vinculada a Ares, também conhecido como o Deus da Guerra.

Actualmente, este termo é usado para generalizar quaisquer sistemas de combate orientais e ocidentais, existentes. No entanto, ao longo dos séculos têm sido utilizados outros termos como kung fu, wing chun, wu shu na China, karaté, judo, kendo no Japão, boxe, luta livre, capoeira no Ocidente, para se referir às variadas artes marciais presentes. Algumas de teor mais desportivo como é o caso de wu shu, têm como principal objectivo as competições, dando a conhecer o lado mais artístico destas, outras têm como finalidade a defesa pessoal numa situação de risco.


Sua origem, tem levantado muitas questões e originando muitas polémicas, ao longo da história. Por um lado, temos os ocidentais que acreditam que o período do desenvolvimento tecnológico terá estado na base do desencadeamento da profissionalização da defesa pessoal, devido à cobiça, inveja e criminalidade emergente, neste período. Por outro, temos os orientais que colocam a sua fé num monge indiano que, supostamente, após uma longa viagem realizada à China, terá incentivado outros monges à prática de saberes como o yoga, que resultou na criação de vários estilos livres que se viriam a expandir por toda a Ásia, ao longos dos séculos.

Actualmente, quer seja por condicionamento físico, defesa pessoal, lazer, integração ou disciplina, as artes marciais têm sido praticadas cada vez mais por pessoas de todo o mundo, que vêem nesta prática uma forma de reestruturação das suas características como individuo.


Artigo escrito pela colaboradora Vanessa Cardoso.  Quem tiver interesse em colaborar connosco saiba mais aqui.

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