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Awa-Odori – A Dança dos Mortos

Awa-Odori (阿波踊り), é uma dança folclórica da província de Tokushima, localizado na ilha de Shikoku, que se realiza durante as festividades de verão. Esta consiste em dar as boas vindas aos espíritos ancestrais, na sua visita anual ao mundo dos vivos.
Awa-Odori – A Dança dos Mortos

Também conhecida como a “dança dos loucos”, devido ao refrão “és louco quer dances ou não, por isso mais vale dançares” ( えらいやっちゃ、えらいやっちゃ、ヨイヨイヨイヨイ、踊る阿呆に見る阿呆、同じ阿呆なら踊らな損々…), reza a lenda que, a Awa-Odori teve a sua origem numa suposta festa festiva na qual teria sido distribuído vinho de arroz ao povo de Tokushima para comemorar o término da construção de um castelo (Castelo de Tokushima). Nisto, muitas pessoas se terão embriagado, conduzindo a uma séries de danças livres, aparentemente desordenadas e descoordenadas. Contudo, existem outras versões, paralelamente, à referida anteriormente, que nos remetem para as festas de entretenimento que eram realizadas em honra dos samurais ou as festividades em que se celebravam às almas dos antepassados com danças em grupo.
Awa-Odori – A Dança dos Mortos

Awa-Odori – A Dança dos Mortos
Durante o Awa-Odori, os indivíduos utilizam um traje próprio para este tipo de celebração. No caso dos homens, consiste numa vestimenta leve, semelhante ao yukata, happi, hatimaki (faixa em volta da cabeça), tabi (meias com solas de borracha), assim como uma garrafa de saqué que se encontra presa com uma faixa preta ao longo da cintura. As mulheres, também dispõem de um modelo idêntico, no qual o yukata faz parte, mas onde o kasa (chapéu comprido de palha) e o gueta (tamanco) são as marcas mais vincadas. Posteriormente, os dançarinos são agrupados em equipas, para que possam dar início às danças livres, aos sons de shamisen, taikó, flautas e sinos.

Awa-Odori – A Dança dos Mortos

Awa-Odori – A Dança dos Mortos

Dança tradicional japonesa, inspirada em elementos essenciais da cultura do país, Awa-Odori, tem atraído cada vez mais visitantes, dos quatro cantos do mundo, com o objectivo de contemplar o exuberante e extrovertido, ritual que tem acompanhado gerações.

Artigo escrito pela colaboradora Vanessa Cardoso.  Quem tiver interesse em colaborar connosco saiba mais aqui.

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