Entomofagia é a arte de comer insetos. Ao contrário do que muitos possam pensar, isso não é um distúrbio ou doença, mas uma prática bastante saudável, mais comum do que se que se possa supor e que tem acompanhado o homem ao longo da história. Ricos em proteínas e pobres em carboidratos e gorduras saturadas, os seus benefícios são reconhecidos por muitos, que fazem desta prática o seu dia-a-dia nutritivo.
É muito comum as críticas ao consumo de insetos assim como a sua associação à cultura asiática, particularmente, chinesa e tailandesa. É um facto, que muitas províncias mantêm vivo este costume. Contudo, é uma prática que os tem acompanhado na sua história gastronómica. Num país de proporções continentais, uma das grandes dificuldades, desde tempos remotos, está associada à alimentação, bastante notável em períodos de guerra. Aliás, supõem-se que terão sido estes períodos que terão na base do surgimento deste hábito. Conceitos como “Survivor” ou “No limite” eram as palavras de ordem, e, a sua necessidade de sobrevivência conduzia-os a comer o quer que fosse para se manterem aptos e capazes.
No entanto, atualmente, os insetos ainda são associados por muitos como uma prática pouco higiénica e nojenta, embora, desengane-se quem pensa que a entomofagia não requer certos cuidados. Muitas culturas, seguem um rígido código de tratamento de como cultivar e preparar este tipo de alimento.
Presentemente, a ONU por meio da FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação), tem incentivado a introdução de insetos na alimentação diária das populações, pois ajudaria a suprimir muitas das necessidades proteicas, além de que a criação de insetos geraria numa grande abundância de alimento e contribuía para a diminuição global de CO2.
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