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Torii - O santuário flutuante

Torii, em japonês 鳥居, é um portão tradicional japonês, que tem como objetivo assinalar a entrada ou proximidade de um santuário. Vinculada à tradição xintoísta, esta é constituída por dois pilares, unidos no topo por uma trave horizontal (kasagi), que na maioria dos casos é mais larga que a distância entre os postes. Dependo daquele que é o santuário assim como a divindade a que está associado, podem-se verificar múltiplas variações daquela que é a estrutura básica. A existência de mais de um torii, geralmente, indica a crescente proximidade do local sagrado.
Quanto à origem deste que é um dos objetos de culto mais apreciados pelos japoneses, não se sabe. No entanto, estes são possuidores de uma enorme simbologia, já que representam a separação do mundo dos homens do mundo dos espíritos (kami).

Um dos mais apreciados e representativo desta simbologia, é o torrii do Santuário Itsukushima, localizado na província de Hiroshima, Considerado um lugar sagrado, devido ao costumo xintoísta, assim como a adoração pela natureza, o santuário foi vedado aos olhos dos mais curiosos, desde tempos remotos, permanecendo fiel àquelas que são as suas crenças. Pensa-se que a sua fundação terá sucedido à volta de 593 d.C., apesar de só se ter oficializado alguns séculos mais tarde. Admirado aos longos de séculos, muitos acreditam que a sua existência influenciou o sucesso de muitos políticos e militares que aí prestavam culto. Contudo, aos longos dos anos tem sofrido alguns danos, de ordem natural, que tem conduzido a múltiplas reconstruções nas últimas décadas.
Torii


Atualmente, é considerado pelos japoneses como um dos três cenários mais bonitos do país, pois construído sobre a água, transparece a ideia de que flutua sobre esta.


Saiba mais sobre cultura japonesa:
                             Hanami – O Despertar da Inocência
                             Kimono – Roupa tradicional do Japão
                             Saquê - A bebida dos Deuses
                             A herança das Gueixas

Artigo escrito por um leitor.  Quem tiver interesse em colaborar connosco saiba mais aqui.

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