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A população chinesa não quer comer alimentos transgénicos

Com a recente reforma da política de filho único e a tensão sobre as consequências que vão provocar na procura de produtos alimentares mundial, a China tem apostado cada vez mais em alimentos transgénicos, tais como o super-arroz de Yuan Longping. O problema é que a população não quer comê-lo, segundo o International Business Times.
A população urbana na China mais do que triplicou nas últimas três décadas, passou de menos de 200 milhões em1980 para cerca de 700 milhões atualmente, elevando a procura de carne e de grãos básicos como o arroz, que os cientistas afirmam que os alimentos transgénicos podem satisfazer a procura.
A concretização deste objetivo não será uma tarefa fácil. Os chineses tiveram uma série de crises alimentares, como a contaminação do leite em pó para bebés com produtos químicos. A importação de sojas transgénicas são utilizadas para alimentar os animais, mas uma utilização mais generalizada deste produto poderá ser difícil de satisfazer toda a procura.
Entretanto, o jornal Diário do Povo já publicou uma reportagem a rejeitar os rumores de que comer alimentos transgénicos poderiam alterar o ADN humano e também foram publicados os resultados de uma investigação na semana passada, para desmentir o mito de que o consumo de milho transgénico reduz a quantidade de espermatozoides.
Em 2009, o governo de Beijing concedeu o certificado de segurança alimentar para o seu primeiro arroz geneticamente modificado, porém, recusou-se a autorizar a sua produção comercial devido a falta de consenso da população em torno da ideia. Qifa Zhang, "pai do arroz transgénico" na China, criticou o Ministério da Agricultura por recusar-se a aprovar outras linhagens de arroz que têm custado biliões de yuan em pesquisas para se desenvolver.
"Neste momento, a produção de arroz transgénico na China está parada... Pessoalmente, acho que perdemos uma grande oportunidade para desenvolvê-lo", disse Zhang, O certificado concedido expira-se no próximo ano e ele vai ter que reunir todo o processo novamente para renová-lo. Zhang acrescentou que a comercialização deste arroz não é uma questão para ser decidido pela população e deve começar sem demoras.
O Programa área vegetal da China enfrenta um ceticismo similar. Talvez o governo chinês deve assustar a população para concordar com a ideia dos alimentos transgénicos, trazendo a possibilidade muito real de que a alternativa será comer insetos. Não é brincadeira.

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